De manha, bem cedo,
Quase que de madrugada,
Como mendigos, sem lar,
eles dormem
O sono preocupado,
desesperado,
culpado,
eles dormem
Sobre suas bolsas em que tudo cabe
Tudo o que, quando acordarem, irão precisar
para, sozinhos na vida, sobreviverem,
eles cochilam
Maltrapilhos, mal-vestidos,
Com seus gastos casacos,
Jogados pelos lados, esquecidos,
Sozinhos, ficam adormecidos
Na arquibancada da quadra,
Nas mesas, nos bancos,
Deitados, sentados,
contidos nos cantos,
tortos sem jeito...
assim dormem os mendigos,
sem casa, sem lar, sem comforto,
sem futuro certo.
ps.: os mendigos da comparação são os que assim o são por falta de opção ou oportunidade, e não por qualquer outro motivo (não que outros motivos não existam, que fique claro).
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